Quanto cobrar por hora

Descubra o valor da sua hora contando só o tempo que dá para faturar de verdade.

Quanto você precisa por mês
R$
Aluguel, energia, internet, ferramentas e contador.
R$
Seu tempo
%
Orçar, comprar material e se deslocar não entram em nota.

176 horas no mês, antes de descontar o que não dá para cobrar

O que sai do preço
%
%

Somam 16% do preço final

Valor da sua horaR$ 50,25
Valor da diária
R$ 402,00
Horas faturáveis no mês
123,2
Custo de cada hora
R$ 42,21
Faturamento do mês cheio
R$ 6.190,80

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Como chegar ao valor da hora

A conta é feita em três passos. Primeiro, quantas horas do mês você realmente consegue cobrar: dias trabalhados × horas por dia × percentual faturável. No exemplo padrão desta calculadora — 22 dias de 8 horas, com 70% do tempo faturável — isso dá 22 × 8 × 70% = 123,2 horas. As outras 52,8 horas do mês existem, mas vão para orçamento, compra de material, deslocamento e retrabalho, e nenhuma delas entra em nota.

Segundo, o custo de cada hora: some seus custos fixos ao pró-labore que você quer receber e divida pelas horas faturáveis. R$ 1.200 de custo fixo mais R$ 4.000 de pró-labore dá R$ 5.200, e R$ 5.200 ÷ 123,2 horas é aproximadamente R$ 42,21 — o quanto cada hora faturável precisa render só para cobrir o que você já decidiu gastar e receber, sem sobrar nada ainda.

Terceiro, o preço final: esse custo por hora ainda precisa cobrir impostos e deixar margem de lucro, então ele é dividido pelo que sobra do preço depois de tirar os dois percentuais, do mesmo jeito que a calculadora de preço de venda faz. Com 6% de impostos e 10% de margem, a soma é 16%, e R$ 42,21 ÷ (1 − 0,16) = R$ 50,25. É esse número que a calculadora mostra como valor da hora.

O erro das 220 horas

Pegue a mesma pessoa do exemplo acima, precisando de R$ 5.200 por mês entre custo fixo e pró-labore. 220 horas é a jornada mensal cheia da CLT — 44 horas por semana —, o número que aparece em toda calculadora de salário por aí, mesmo sem bater com a rotina de quem presta serviço. R$ 5.200 ÷ 220 = R$ 23,64 por hora, 53% abaixo dos R$ 50,25 que essa pessoa precisa cobrar.

Só que essa pessoa nem chega a trabalhar 220 horas: o próprio exemplo é de 22 dias de 8 horas, ou seja, 176 horas de presença — já menos do que a conta da CLT supõe. Dividindo por essas 176 horas, o preço sobe para R$ 5.200 ÷ 176 = R$ 29,55, ainda 41% abaixo dos R$ 50,25. E das 176 horas na oficina, só 123,2 — os 70% faturáveis do exemplo — podem virar nota: orçar, comprar material e se deslocar tomam as outras 52,8 horas sem gerar receita. Dividindo pelas horas realmente faturáveis, o custo por hora sobe para R$ 42,21, e os R$ 29,55 calculados com as 176 horas de presença ficam 30% abaixo disso. Some depois os impostos e a margem sobre esse custo de R$ 42,21, e o preço chega aos R$ 50,25 do início desta página.

Hora, diária ou por peça?

Cobrar por hora funciona bem quando o serviço é imprevisível ou sob medida — um conserto que pode levar 40 minutos ou três horas, dependendo do que aparecer. Cobrar por diária ajuda quando o trabalho ocupa o dia inteiro e negociar hora a hora só complica a conversa com o cliente; é por isso que esta calculadora já mostra a diária ao lado da hora, multiplicando o preço da hora pelas horas do seu dia de trabalho. Cobrar por peça ou por metro quadrado faz sentido quando o serviço se repete em unidades parecidas, e o cliente entende melhor “R$ x por m²” do que “R$ x por hora”.

Os três modelos partem do mesmo lugar: o preço por hora que a calculadora acima mostra, já com impostos e margem embutidos. A diária que aparece ao lado dele é esse preço multiplicado pelas horas do seu dia de trabalho; um preço por peça segue a mesma lógica, multiplicando pelo tempo médio que a peça leva, ou aplicado sobre a área quando o serviço é vendido por metro quadrado, como faz a calculadora de preço por metro quadrado. Descobrir sua hora primeiro evita cobrar diferente por modelos diferentes do mesmo trabalho.

Perguntas frequentes

Por que não posso dividir meu salário por 220 horas?

Porque 220 horas é a jornada cheia da CLT, não o tempo que você realmente consegue cobrar. Neste exemplo, R$ 5.200 ÷ 220 horas dá R$ 23,64 — 53% abaixo dos R$ 50,25 que a conta completa mostra ser necessário, porque nem todo esse tempo vira nota e o resultado ainda não tem imposto nem margem embutidos.

Quanto do meu tempo costuma ser faturável?

Entre 60% e 75% para quem atende presencialmente e faz os próprios orçamentos. Se você tem ajudante para compras e deslocamento, pode chegar perto de 80%.

O que é pró-labore?

É o seu salário como dono do negócio, separado do lucro da empresa. Definir esse valor antes evita a armadilha de tratar o caixa do mês como salário.

Preciso somar imposto se sou MEI?

Sim. O DAS é fixo, mas sai do que você recebe. Some o valor do mês aos custos fixos ou informe o percentual equivalente ao seu faturamento médio.

A calculadora guarda meus números?

Não. O cálculo acontece no seu navegador e nada é enviado ou salvo. Recarregar a página apaga tudo.